Rio, eu te amo.

Como estudo cinema, nada mais justo do que postar uma crítica de filme de vez em quando aqui! Por isso, vou compartilhar com vocês a minha opinião sobre o filme “Rio, eu te amo”, em cartaz nos cinemas. Mesmo que seja um pouquinho grande, talvez possa interessar a vocês!

1O filme faz parte da Franquia “Cities of Love”, que já apresentou como cenário as cidades de Paris e Nova Iorque. Eles são construídos com curtas de diversos diretores que podem ter suas histórias cruzadas, ou não. Várias coisas acontecem nos diferentes cantos da cidade. Eu amei de paixão o “Paris, jê t’aime” e o “New York, I Love you”. Quando fiquei sabendo que a próxima cidade era a minha, fiquei muito feliz e cheia de expectativas, mas isso já faz um tempo. Quando o filme saiu, a crítica não veio boa, então diminuí as expectativas – fiz bem. Ele não é ruim, mas, em comparação com os outros, é o pior.

O que me irritou mais é que pareceu que o foco não era mostrar histórias passadas na cidade, mas sim mostrar como o Rio é lindo. É lindo mesmo, tem que mostrar a natureza mesmo, mas o filme é uma overdose de imagens aéreas. E iguais. A iluminação muda, a paisagem é a mesma. Como se já não bastasse utilizá-las nas transições entre os curtas, as imagens aparecem dentro de muitos deles e chega uma hora que ninguém aguenta mais ver – só uma mulher que estava na sala de cinema TIRANDO FOTOS COM FLASH. Eu gostei do filme, mas não amei. O elenco, no geral, é bom, tem umas historinhas legais, mas faltou. Faltou uma intenção de contar histórias no Rio e, se a intenção era mostrar cenários, faltou o pé-sujo, faltou a laje. O filme de Paris, por exemplo, não fica mostrando o tempo inteiro a Torre Eiffel ou o Arco do Triunfo, então isso foi meio chato no filme do Rio. A trilha sonora é maravilhosa, toda ela, e a música-tema, feita por Gil, é linda! Essa foi a minha opinião geral. Agora, vou ser fofa e comentar sobre o que achei de cada curta, dando uma “notinha” de 1 a 5.


Pas de Deux – Carlos Saldanha: o diretor de “Era do Gelo” e “Rio” conta uma história de um casal de bailarinos do Municipal. É interessante, a imagem do balé é linda. São só as sombras dos bailarinos atrás de um pano. A única coisa que estragou a imagem foram umas projeções em PB do Rio, que não se encaixaram nada bem e ficaram apelativas. ***

Vidigal – Im Sang Soo: feito por um diretor coreano, considerado uma revelação do cinema de lá, o curta conta a história de um vampiro. Sim, um vampiro. E ainda mistura com um samba no Vidigal. Algo completamente idiota e sem sentido, eu achei muito ruim. Parecia uma coisa de cinema amador, de projeto de faculdade, sei lá. É protagonizado pelo Tonico Pereira, que é ótimo, mas que pena. * (vou dar 1 só pra ser um pouco fofa)

Eu te amo – Stephan Elliott: conta a história de dois homens, um ator australiano e um motorista, que escalam o Pão de Açúcar e se apaixonam. Ah sim, e aparece uma Bebel Gilberto voando e cantando. De novo, cinema amador. Gente, muito bobo, de verdade. Uma pena, porque é com o Marcelo Cerrado, que também acho ótimo. O outro ator é bem ruim. É melhor do que o anterior, mas super fraco! *

Copacabana – Fernando Meirelles: ele dirigiu “Cidade de Deus”, “O Jardineiro Fiel” e “Ensaio sobre a cegueira”. Seu curta, com Vincent Cassel (que eu amo), tem uma proposta diferente dos outros. É a história de um escultor de areia que fica apaixonado pelos pés de uma moça. O curta faz filmagens de cima e dos pés de quem passa pela praia, com uma trilha sonora bem peculiar. É muito artístico e muito bonito, eu adorei! ****

Dona Fulana – Andrucha Waddington: o diretor de “Eu, tu, eles” mostra a história de uma mendiga, interpretada pela incrível Fernanda Montenegro, que reencontra seu neto no Centro da Cidade. O curta é super bonito e a Fernanda faz tudo ser ótimo. O final dele tem uma imagem linda e muito emocionante, bem legal! ****

O Milagre – Nadine Labaki: é a história de um menino (Cauã Antunes, morador do Vidigal) que encontra com dois atores estrangeiros e diz estar esperando uma ligação muito importante: de Jesus. Esse é, disparado, o melhor curta do filme. O menino é a coisa mais linda, super engraçado, os dois atores são ótimos (um deles é a própria diretora) e a história é linda! Eu amei! *****

Texas – Guillermo Arriaga: diretor mexicano, que escreveu o filme “21 gramas”. O curta mostra a história de um casal, um lutador e uma modelo, que sofreu um acidente de carro e isso mudou suas vidas. É muito forte e triste, mas bem bonito. Gostei bastante. ****

Grumari – Paolo Sorrentino: história de um casal riquíssimo, o homem bem mais velho do que a mulher e com a saúde debilitada. Achei estranhíssimo o curta, não gostei. *

Ilha de Paquetá – John Turturro: o diretor de “Amante à Domicílio” contracena no curta com a atriz e cantora Vanessa Paradis. É bonito e eles são bons atores, mas é uma coisa meio videoclipe. A música é linda (e dela) e o curta sensível, por isso não ficou tosco. ***

Pedra Bonita – Zé Padilha: o diretor de Tropa de Elite faz um curta em que o protagonista é Wagner Moura. Basicamente, é um voo de asa-delta em que o personagem conversa com o Cristo. Essa parte é sensacional, mas o curta tem uma overdose de imagens do Rio, que enchem o saco. ***

Vicente Amorim – diretor responsável pela abertura, pelas transições e pelo encerramento. Ele junta as histórias dos curtas e dá essa harmonia ao filme.

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2 comentários sobre “Rio, eu te amo.

  1. Achei uma m… tudo muito tosco e sem sentido. Valeu somente pelas belas imagens do Rio de Janeiro.

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