Isso é água

Um dos textos mais interessantes e bem feitos que já li e assisti (em áudio) nos últimos dias, foi do autor David Foster Wallace. Ele viveu nos Estados Unidos, foi escritor e ficou mais famoso pelo seu livro Infinite Jest. Porém, em 2005, ganhou notoriedade com um discurso de abertura realizado na colação de grau de uma turma da Kenyon College. Nele, através de uma fala engraçada, irônica – típica dele -, preocupa-se em não passar moralismos, muito menos ser um discurso de alto ajuda, mas apenas em fazer as pessoas pensarem, sem achar que há uma certeza, regras e aparências determinadas para tudo e todos. De tão bom e impactante, o discurso foi transformado em livro em 2009, um ano após cometer suicídio, infelizmente, pondo fim a um sofrimento por décadas de uma depressão crônica.

Pegando uma parte da palestra, enfatizando a rotina a que todos nós estamos fadados a viver na idade adulta e a forma de pensar para fugir dela, o estúdio The Glossary produziu um vídeo bem legal esse ano, de 9 minutos, que disponibilizo aqui. Mas se puder, assista ao áudio gravado, de 22 minutos, pois vale muito à pena!

Vídeo produzido pela The Glossary:

http://www.youtube.com/watch?v=ZOgeWOds-Ek

Vídeo completo:

http://www.youtube.com/watch?v=ticsIl5O8TA

“E o chamado “mundo real” não irá te desencorajar de operar nas suas configurações padrão, porque o chamado “mundo real” de homens e dinheiro é poder cantarolar alegremente numa poça de medo e raiva e frustração e desejo e adoração de si próprio. Nossa própria cultura atual colheu essas forças de maneira que renderam riquezas e conforto e liberdade pessoal. A liberdade para sermos os senhores dos nossos pequenos reinos do tamanho de um crânio, sozinhos no centro de toda a criação. Esse tipo de liberdade tem muitas vantagens. Mas é claro que existem muitos tipos diferentes de liberdade, e o tipo que é mais precioso não é muito comentado no grande mundo exterior de precisar e alcançar e exibir. O tipo de liberdade realmente importante envolve atenção e consciência e disciplina, e estar apto a se importar autenticamente com outras pessoas, e a se sacrificar por elas repetidamente numa miríade de maneiras insignificantes e sem glamour todos os dias.”

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