Nós Outros ou Utopia Particular

De vez em quando, dou-me conta do universo pessoal de utopia em que, por vezes, vivo. Essa minha mania de procurar sempre pela paz e achar que tudo poderia ser resolvido com o amor… não sei. Não gosto de brigar, não gosto quando as pessoas brigam. Mas tal mania pode acabar me decepcionando, já que o amor nem sempre prevalece: as pessoas pensam muito nelas mesmas.

 

Em minha utopia particular, ninguém precisa mentir, desrespeitar ou brigar; nada disso é necessário. Tudo é resolvido com palavras tranquilas e respeitosas, repletas de verdade e sinceridade. Ao final, tudo termina com um abraço longo e verdadeiro. Nessa utopia, tudo vai dar certo. Sempre.

 

Mas não. O ser humano é superior demais para sentir-se inferior. Abrir mão? Claro que não. Mesmo sabendo que estamos errados, queremos que o outro nos prove que estamos errados, queremos que os outros nos provem porque erramos. Aceitar os erros? Talvez. Arrepender-se? Quem sabe, por um tempo. Desculpar-se? Pode ser, mas às vezes da boca pra fora.

 

Incrível. Precisamos enganar, brigar, mentir. Temos a necessidade de nos aumentar, os outros precisam achar que somos grandes, enormes! Os outros… quem são eles? São exatamente iguais a nós. E é por sermos tão iguais que todos se enganam, brigam e pensam tanto em si mesmos. Enquanto isso, permaneço imersa em minha utopia, que não passa de uma utopia boba, achando que o amor algum dia prevalecerá na cabeça de nós outros.

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