It´s the economy, stupid!: porque Eduardo Paes deu de dez?

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Foi um chocolate. Eduardo Paes se reelegeu prefeito do Rio de Janeiro no primeiro turno com facilidade: número recorde de votos (1.742.411) e a maior porcentagem dos votos válidos desde 1985 (64%). Só perdeu em uma zona eleitoral (Laranjeiras/Cosme Velho) e só não obteve mais que 50% dos votos em outras seis. As explicações para uma vitória tão acachapante são várias e muitas acabam esbarrando em ingenuidade ou em teorias da conspiração. O que alguns esquecem é que um fator sutil, mas universal, decide boa parte das eleições, como acredito que tenha decidido no Rio de Janeiro: a economia.

 

Os números são bem claros ao transparecerem a melhoria econômica do município. Entre 2005 e 2010 houve um aumento de 24% na quantidade de empregos formais. Apenas entre 2008 e 2010 o salário médio do trabalhador também aumentou de R$ 1.913,28 para R$ 2.247,56. A arrecadação do município, no mesmo período, saltou mais de 50%, atingindo R$ 15.243 milhões. Essa melhoria, naturalmente, refletiu no aumento do PIB. Para que se tenha uma ideia, a cidade foi a 10ª, entre 150 analisadas, com melhor desempenho econômico entre 2008 e 2010. Por tudo isso, tem hoje um grau de investimento nacional de AAA, ou seja, é classificada como a melhor cidade para se investir no país.

 

Acho esse blábláblá economês fundamental para entender o chocolate de Eduardo Paes. A maioria do eleitorado é alheia a ideologias e vota de acordo com as melhorias objetivas em sua vida. Tende a aprovar a atuação de um governo que faça obras na sua esquina e/ou que eleve sua renda e aumente seu poder de compra. O cenário econômico favorável permitiu que Paes fizesse as duas coisas durante seu mandato. Não por acaso, em dezembro do ano passado a aprovação do prefeito era de 68%, número bastante sonoro.

 

It´s the economy, stupid!, é uma frase americana que foi apropriada por Bill Clinton nas eleições presidenciais americanas de 1992, das quais ele saiu vencedor como candidato de oposição a um governo em crise econômica. Fenômeno contrário ocorreu este ano no Rio de Janeiro. A pujança econômica fez de Eduardo Paes um candidato quase imbatível. As eleições de 2012 no Rio de Janeiro foram pouca coisa além de um referendo que legitimou um novo mandato de quatro anos para o atual prefeito.

 

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