Debate para prefeito na Bandeirantes – Notas e atuações

 

 

Na última quinta-feira, dia 9/8, a Bandeirantes transmitiu o primeiro debate dos candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro. Para passar minhas impressões de forma simples e rápida, seguem as notas e “atuações” que eu atribui aos candidatos.

 

Eduardo Paes – Nota 6 – Apesar das opiniões que ouvi sobre o Paes ter se complicado e falado besteira, honestamente não vi nada disso (pelo menos não além do tolerável para um debate). Ele apenas não entrou em discussão nenhuma, como não entrará até outubro, e qualificou seu governo repetindo os mesmos mantras: fim da aprovação automática, BRS, Bilhete Único Carioca, Copa, Olimpíadas, etc. Postura muito parecida à de César Maia para prefeito em 2004 e Lula para presidente em 2006. Paes foi nota 6 e provavelmente continuará sendo ao longo de toda campanha. Sabem porque? Porque a eleição está ganha e ele buscará a maior neutralidade possível.

 

Marcelo Freixo – Nota 8 – Foi a principal e mais qualificada oposição a Paes, como se imaginava, mas também não foi nada demais. Criticou a ligação do governo com os empresários, sua pouca representatividade popular, os pífios índices de educação e saúde… enfim, o que dele se esperava (com eventuais cutucadas em todos os candidatos ao criticar mais genericamente a classe política). Porém, sem que Paes caísse na provocação, não conseguiu aprofundar as críticas. Fala bem, mas terá que ser mais provocativo da próxima vez.

 

Rodrigo Maia – Nota 4 – Ao longo da história, é normal que elites políticas decadentes percam o timing e não entendam que seu tempo passou. A chapa Rodrigo-Clarissa é uma expressão disso. O candidato passou parte do tempo glorificando os feitos de seu pai, César Maia, como se nós fossemos desmemoriados o suficiente para não lembrar o péssimo mandato que ele fez entre 2005 e 2008. Para piorar, Rodrigo, ao contrário do pai, fala mal e não tem carisma nenhum. Ele só não foi pior porque não foi exigido em nada no debate.

 

Otávio Leite – Nota 5 – Otávio Leite é o tipo do candidato que entra na disputa já pensando nas eleições para deputado, daqui a dois anos. Não tem expressão nenhuma e quase provoca risos ao afirmar que “No meu futuro governo…”. De positivo o fato de ter sido o único candidato a falar sobre empreendedorismo. No final deu uma de JK e afirmou que, com ele, a cidade vai avançar “40 anos em 4”. Ah, sim, claro…

 

Aspásia Camargo – Sem nota – Escondida atrás do microfone, com o cabelo vermelho penosamente a mostra, fez uma oposição sem sal com toques verdes, para honrar o nome do partido. Sem nenhuma expressão, nenhum carisma e falando muito mal, a presença dela foi como se não tivesse sido.

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