UM POST SUBVERSIVO

Por Isadora Libório

Incrível como quando a gente está tentando estudar, qualquer coisa parece sempre mais atraente. Nunca senti tanta vontade de tirar cutícula do dedão do pé como agora. Aquele cantinho da unha está exercendo um fascínio inexplicável sobre mim.

Outro dia, enquanto tentava ler um capítulo de Tocqueville, fui acometida por um desejo incontrolável de desenhar pessoas peladas. Eu sei, Freud explica, mas, sinceramente, prefiro manter o bom velhinho longe dessa história (pelo bem da minha aparente sanidade mental).

A Inspiração também é outra visitante que sempre chega na hora errada. Eu deveria estar lendo sobre a formação da antropologia americana, de Franz Boas, mas estou tendo que fazer sala para essa visita inoportuna.

Dona Inspiração, que detesta chá de canela, me obrigou a ouvi-la nesse momento e escrever tudinho nesse post, sob a ameaça de nunca mais voltar. Como, para uma aspirante a aspirante a escritora, ficar sem inspiração é o pior dos pesadelos, estou seguindo direitinho as ordens dessa mandona, mesmo sabendo que isso me custará uma nota desagradável na prova de amanhã.

Eu sei que isso aqui é um site de pré-vestibular e eu deveria estar escrevendo sobre como estudar é divertido e blá, blá, blá. Mas, convenhamos, a quem eu estaria enganando? Dê uma olhadinha para a sua unha do pé. Ela não precisa de um trato?

Ok, Ok. Já vi que vão me expulsar dessa redação se eu continuar corrompendo a juventude vestibulanda, e, embora eu não ganhe um tostão por isso aqui, gostaria de poder continuar postando algumas trivialidades. Ficadica: quem gostar do post e quiser contribuir ($$$!!!) com meu fazer artístico, posso mandar o número da minha conta bancária. Seja generoso porque minha grana está curta…

Agora, um papo reto: ninguém gosta de estudar (principalmente química e essasparadaê). Nós gostamos dos efeitos do estudo. Que nem álcool. Vai dizer que alguém gosta do gosto da vodka. Taí: passar no vestibular é que nem ficar alto depois de uma dose de 51 ou Natasha: o caminho até lá é sempre amargo (com gosto de etanol, fenol, metano…l), mas, uma vez passado o gosto, é só curtir a vida nas alturas!

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