11 livros para ler antes de morrer: # 5 Steve Jobs – A Biografia

 

Sabe aquele livro que você lê, lê, lê, lê e quando vê ainda não passou da metade? Esse é o caso de “Steve Jobs – A Biografia”. A obra de 632 páginas foi escrita pelo jornalista Walter Isaacson em parceria com o próprio Jobs, quando este já estava com o pé na cova (ele morreu em 5 de outubro de 2011).

 

 

 

Apesar da minha apresentação pouco favorável, achei o livro bom, mesmo que muito longo. Com todo respeito a Isaacson, seria mesmo muito difícil escrever uma biografia ruim a partir da história de Jobs. Genial, contraditório e explosivo, criou uma empresa bilionária a partir do nada. Depois de expulso voltou à Apple para salvá-la da falência e foi eleito CEO (“presidente” de empresa) da década. Deixou um império que faturou US$ 128 bilhões em 2011 (não, eu não escrevi errado), valor maior que o PIB de 160 países do mundo. Mais do que isso, recriou a forma como lidamos com a comunicação e a informação, a partir da criação do trio iPod, iPhone e iPad. A partir dessa material, era natural que a biografia fosse boa.

 

 

 

Porém, apesar de ser interessante, o livro se arrasta em algumas partes. Não sei qual é a tara que biografo tem pela história dos ancestrais do personagem. Eles adoram dizer que em mil-novecentos-e-vovô-garoto o bisavô do cara migrou de não sei qual país, casou-se com uma prima e blá blá blá. Essas páginas, assim como outras que se aprofundam demais em histórias que nada acrescentavam, foram gentilmente puladas durante a minha leitura. Mas com força de vontade e alguma dose de disciplina consegui chegar ao fim.

 

 

 

“Steve Jobs – A Biografia” é uma leitura que recomendo. Pegue um período menos corrido da sua vida e faça esse esforço, pois ele é um gênio que merece ser conhecido a fundo. Absolvo em partes Isaacson pelo tamanho do livro, já que Imagino que Jobs, o co-autor, deve ter exigido algo perfeito e completo para falar sobre si. No fim das contas, obstante alguma apurrinhação, você conhecerá mais sobre um dos maiores gênios do século.

 

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6 comentários sobre “11 livros para ler antes de morrer: # 5 Steve Jobs – A Biografia

  1. poxa, poxa, poxa… algumas coisas estão me incomodando profundamente aqui… pra começar, você postar num blog de pré-vestibular que um livro de 600 páginas é enorme… você deve ter noção do quanto se lê na faculdade, certo? Muito bem, agora passemos ao conteúdo. Chamar Steve Jobs de gênio é, com a bondade de meu julgamento, um direito seu, mas perae… um dos maiores do século? Tu tá mesmo comparando Steve Jobs com Einstein, Carl Sagan, Lévi-Strauss, Villa-Lobos, Oswald de Andrade, Gandhi, Nelson Mandela, Salvador Dalí, Ingmar Bergman, meu pai e Tulio Emanuel, o padeiro filósofo da padaria da esquina? Mais ainda, você está não só validando, mas glorificando a estratégia absurda de obsolescência programada e o conhecido regime ditatorial do Jobs. Claro que é mais fácil de ganhar dinheiro se você espreme até a medula dos seus funcionários, faz uma mais-valia absurrrrrda e corta os gastos. Lindo isso! Mas em nome do dinheiro tudo é válido. E não é isso que o Sr. está pregando? Viva nosso mestre e soberano, o “todo poderoso Dólar”, como já disse um comediante (George Carlin? Acho que sim, mas tanto faz). Muito mais que qualquer vida humana, o Dólar deve vir primeiro. E, claro, Steve Jobs é foda, afinal de contas, ele conseguiu deixar um império de 128 bilhões de deuses. Em nome do progresso, certo (vamos esquecer da retensão de informação e tecnologia, parte da obsolescência programada)? Apesar do autor do texto achar muito maneiro uma empresa reter mais que o PIB de 160 países do mundo, este pequeno ser aqui já fica com um pé atrás… Afinal, o PIB supostamente serve para a população e a Apple serve pro Jobs e seus acionistas… Não sei se é válido achar normal essa concentração absurda de capital. Também questiono se é uma visão de vida apropriada para apresentar aos alunos de pré-vestibular, uma visão de vida mercantilizada, superficial e terrivelmente barata. O sistema compra fácil quem tem essa visão… E você se torna, de consumidor (já anulamos nossa identidade como individuos faz muito tempo), produto.

    Fora isso, adorei o texto.

    bjks, Shuéllem ;*

    1. Shuéllem, eu poderia escrever um comentário enorme só respondendo ao que você falou, já que discordo de quase tudo. Mas como eu não acho que vá mudar o mundo fazendo isso, seguem 3 pontos rápidos:
      a) não comparo Jobs com nenhum daqueles nomes porque ele é um gênio do século XXI, não XX.
      b) a coluna é minha e eu falo bem de quem eu quiser
      c) se eu sou vendável eu não é problema meu e não cabe discutir aqui. Este é um fórum para discussão de ideias, não para discussões pessoais.

      Abs!

      1. Marquinhos, vou rebater seus pontos em 3 também então

        a) Estamos em 2012, e “um dos maiores gênios do século” morreu ano passado já? E a grande criação dele? Qual foi? Suicídio de chineses? E que seja do século XXI, você ainda tá botando ele ao lado do Slavoj Zizek, Lars von Trier, etc, etc… e se Jobs é um dos maiores gênios do século XXI e morreu em 2011, Claude Lévi-Strauss morreu em 2009 e José Saramago morreu em 2010… Tá valendo, então, ném?
        b) Muito bem! Esse tipo de ordem ditatorial que eu esperaria de um verdadeiro adorador de Jobs! Seguindo os passos do mestre, parabéns! Vamos brincar de Hitler?
        c) Estamos discutindo ideias, queridos, não você. Que ego grande! Estamos discutindo a mercantilização do ser e a transformação do indivíduo (se é que isso existe nessa sociedade massificante) em produto do sistema. Quem levou pro pessoal foi a vossa senhoria. Não leve!

        Adorei a resposta, querido.

        bjks, Shuéllem ;*

  2. É incrível como o ser humano do século 21 adora valorizar as “maginíficas” criações feitas meramente para a futilidade. Convenhamos, pra que diabos serve um iPad??!!! Eu lhe digo, para ostentar. E não vou ser hipócrita a ponto de dizer que eu mesmo não tenho um iPhone. Sim, eu tenho, e, confesso, é uma mera futilidade. Mas o tenho simplesmente porque vivo numa sociedade que valoriza esse tipo de coisa. O que realmente me impressiona no post é a forma como se escreve que a fortuna de Jobs é maior que o PIB de 160 países, dando a entender que isso é algo positivo. ISSO É RIDÍCULO!!! Jobs e seu dinheiro são grandes responsáveis pela concentração de renda existentes no mundo. Esse blog não é um local para postar esse tipo de informação, porque, como você mesmo disse, não cabe para ideias pessoais. Aliás, tenho certeza de que os alunos do seu pré-vestibular não gostam de saber que um cara tem 168 bilhões de dólares, enquanto eles vivem em uma comunidade sem saneamento básico e têm que fazer um pré-vestibular lecionado por meninos de classe média alta que acreditam estar mudando o mundo com essa pequena atitude. Francamente, me envergonha ler esse tipo de texto, e pensar que existem pessoas que acreditam nessas besteiras.
    É triste ver que, com tantas pessoas incríveis no século 20 e 21, você optou por endeusar um homem cujo grande feito foi dinamizar as vidas tediosas da classe média alta com joguinhos inúteis para celular.

    Abs!

    1. Caro amigo sem nome, acho que para criticar é importante ter informação. E para que das próximas vezes a crítica seja mais cabível e menos estereotipada, seguem informações úteis – sim, acordei solidário hoje:
      Jobs NÃO tem 168 bilhões. Ninguém tem. 168 bi é o que a Apple fatura (o lucro naturalmente é muito menor que isso).
      Jobs não é dono da Apple. Ninguém é. Ele foi fundador, mais tarde CEO.
      Por fim, acho que a melhor crítica é ir para a rua e fazer. Palavras num comentário de post não são nada até que gerem alguma coisa.

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