Por que a educação brasileira não dá certo?

(por Mariana Chalhub)
O ensino brasileiro está cada vez mais precário e elitista. Isso, não é novidade para ninguém, mas por que que isso acontece? Analisei diversas opiniões e projetei alguns fatores deste triste quadro nacional. Seguem então as causas desta situação:

Empresa educacional: Baixa-se o salário dos professores, aumenta-se o número de vagas, decai-se a qualidade estrutural e, assim, o sistema educacional vem se comportando como uma empresa: o lucro passa a ser o centro da questão e não o ensino, como deveria ser.

Educação privada: A educação é hoje em dia administrada em grande parte pelo sistema privado, sendo elaborada por quem não tem relação direta com um projeto de educação universal. Quem deveria proporcionar este direito, o Estado, afasta-se cada vez mais.

Metas baseadas no sistema internacional: as estatísticas feitas pelo sistema brasileiro são, muitas vezes, elaboradas em padrões internacionais, não levando em consideração as características, diferenças e problemas no ensino nacional, não classificando esses para poder melhorá-los.

Desvalorização do professor: Baixo salário, desrespeito em sala, desvalorização na escola e entre os pais e alunos. Quesitos esses fazem com que os magistrados tenham que aumentar sua carga horária, não podendo assim preparar de forma decente suas aulas e ter uma relação de fato com os seus alunos e não desenvolvendo a independência pedagógica, os transformando em meras passagens e não como educadores sociais.

Sistema excludente: A desigualdade social em que está inserida a sociedade brasileira faz com que a educação seja privilégio para a elite, deixando para a camada mais pobre uma educação precária e assim vai um ciclo de conhecimento que só existe em uma parte da população, aumentando exclusão e individualismo social.

Estrutura precária: as escolas e universidades, em grande parte, não contam com laboratórios, quadras, bibliotecas e sala de informática. E ainda, muitas estão sem estrutura de sala como cadeiras, mesas, quadros e ambiente, em estrutura digna.

Baixo investimento no setor: Apesar de organizações internacionais estipularem um mínimo de 7% do PIB em educação. O Brasil investe no máximo 4% e ainda aplica de forma centralizada e desorganizada.

Foco somente no conteúdo: O ensino, na forma que está, foca no conteúdo e se esquece das relações humanas tanto entre professor-aluno quanto por meio de respeito, solidariedade e união, que se deve, ou deveria, aprender na escola.

Aulas que não estimulam os alunos: As aulas são formadas em um sistema que foca somente o exercício de memorizar, em que se exige uma alta concentração. Dessa forma, com o tempo, as aulas se tornam chatas e não estimulam o desejo de aprender, de pensar e sentir o aprendizado.

Conteúdo Incoerente: O conteúdo é ensinado de forma abstrata e muitas vezes sem relação direta com a vida dos alunos e não se dá a mínima importância a conhecimentos da vida cotidiana que os alunos irão enfrentar, afastando a relação vida-escola para estes.

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