Não seja funcionário público

Gandhi, Mandela, Einstein, Galileu, Freud, Martin Luther King, Lutero, Jesus Cristo e por ai vai (clique aqui para ver a imagem acima maior). O que esse nomes tem em comum além de você os conhecer?

 Analisei esses personagens  e outros indicados por amigos como sendo pessoas que mudaram o mundo. Baseado no que as personalidades tinham em comum, segue um guia com 10 dicas sobre “Como mudar o mundo” (se você quiser mudar, claro):

 1) Não seja funcionário público – Pois é, nenhum dos listados era funcionário público. Considero nessa categoria os concursados, excluindo os políticos. O que quero dizer é que você não mudará o mundo sendo técnico do Banco do Brasil.

2) Não gaste suas energias trabalhando em uma grande empresa – Grandes homens focaram seus talentos em projetos próprios,  não foram executivos da IBM. Executivos são grandes apertadores de botão, pessoas que mudaram o mundo criaram botões.

 3 ) Você não precisa ter talento – Quem mudou o mundo insistiu muito, não necessariamente com talento. Perguntar não ofende: Jesus era talentoso em alguma coisa?

 4) Seja desacreditado por muitas pessoas em algum momento – Se muitas pessoas não duvidarem do que você quer fazer, talvez não seja relevante. Se não for relevante, talvez não valha a pena. Reprovação coletiva pode ser um ótimo indicador.

 5) Seja maluco – Todos que quebraram paradigmas foram considerados malucos. A massa quer que você faça o mesmo que ela (e te puxa pra isso). Insanidade é sinal de saúde.

 6) Não trabalhe pelo dinheiro – Quem leu “Pai rico, pai pobre” pode lembrar dessa expressão, mas o que falo não tem nada a ver com o significado que o livro dá. Pessoas que mudaram o mundo consideravam o dinheiro, na melhor das hipóteses, indicador de êxito. A maioria nem isso.

 7) Trabalhe por uma causa coletiva – Ok, a constatação pode parecer redundante. Mas pense: quem lembra do CEO da Shell 30 anos depois? E do gestor de um grande fundo? Eles deixaram legados para meia dúzia, quem mudou o mundo deixou para (olha a surpresa) o mundo inteiro.

 8 ) Seja odiado por pessoas influentes e inteligentes – Enquanto sua maior inimiga for sua vizinha, não queira sair na capa do jornal (o Meia Hora não é jornal). Os feitos de todos os personagens citados prejudicaram pessoas relevantes e trouxeram para eles inimigos influentes e inteligentes.

 9) Não seja violento – Aqui um trecho do livro “Sermão da Montanha”;

Violenta non durante, diziam os antigos pensadores romanos; as coisas violentas não duram — as coisas suaves têm duração garantida, embora a sua atuação inicial seja, quase sempre, lenta e quase imperceptível. Uma bomba atômica destrói uma cidade inteira em poucos segundos, ao passo que uma semente viva leva séculos inteiros para construir uma árvore no seio da floresta. Aqui, a força suave da vida — acolá a força brutal da morte.”

 10) Conteste fórmulas e esquemas – Se você achou esse post uma merda porque ele tentou colocar ordem em algo imprevisível, parabéns! Se pensou em se demitir ao ler o ponto “2”, talvez você devesse repensar sua decisão.
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8 comentários sobre “Não seja funcionário público

  1. Perfeito, exceto pelo ítem 3. Jesus tinha o talento da persuasão, psicologia ou sei lá o que. Ele conseguiu convencer muita gente. De resto, adorei!

  2. Jesus não persuadiu a ninguém, as pessoas o ouvia e seguia-o, pelo dom da palavra e pureza de coração.

  3. Victor, geralmente quem tem o dom da palavra, tem o poder de convencimento, por tanto…
    E, Marcos, você fez uma pergunta e eu respondi.

  4. A questao de insistir também é abordado no livro do Guy Kawasaki , Arte do Começo, onde ele fala que devemos ter idéias de negócio que polarizem as pessoas: amem ou odeiem. A indiferença destrói. Só deixo a ressalva que nesse processo de insistimento devemos sempre aprender e evoluir, senão nada mais será que tempo perdido.

  5. Sou funcionário público, nunca tive a intenção de mudar o mundo, o que busquei foi a estabilidade e tendo-a reservo meu tempo livre para ler bons livros e alimentar o espírito, como dizia os romanos: Primum vivere, deinde philosophare (primeiro viver, depois filosofar.)

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